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PT oficializa apoio a João Campos, mas ausência de deputados expõe fissuras internas em Pernambuco

A decisão do Partido dos Trabalhadores (PT) de oficializar apoio à pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Governo de Pernambuco foi marcada por um gesto político relevante e, ao mesmo tempo, por sinais evidentes de divisão interna.

Durante reunião do diretório estadual realizada neste sábado (28), a ausência de três dos quatro deputados estaduais da legenda chamou atenção e conferiu ao ato um tom de tensão velada. Não participaram do encontro os parlamentares Doriel Barros, João Paulo e Rosa Amorim, todos atualmente alinhados à base da governadora Raquel Lyra (PSD) na Assembleia Legislativa.

A única representante da bancada presente foi Dani Portela, recém-filiada ao PT, que discursou em nome do grupo, mesmo tendo adotado, até recentemente, posições críticas à gestão de João Campos na capital.

O encontro foi conduzido pelo presidente estadual do PT, Carlos Veras, que destacou o apoio de cerca de 85% da direção partidária à aliança com o PSB.

O percentual expressivo busca demonstrar coesão interna, mas não foi suficiente para esconder o desconforto de setores da legenda que mantêm compromissos políticos distintos no cenário estadual, especialmente aqueles vinculados à atual gestão do Palácio do Campo das Princesas.

O episódio revela uma reconfiguração política em Pernambuco, no qual alianças históricas, como a de PT e PSB, voltam a se consolidar sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas enfrentam resistências locais.

A ausência dos deputados sinaliza que, embora formalmente unificado, o partido convive com estratégias divergentes, um fator que pode influenciar diretamente o nível de engajamento e a consistência do palanque petista na disputa pelo governo estadual.

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