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“FNP” CONTINUA EMBAÇANDO O JOGO PARA O LADO DOS PROFESSORES EM RAZÃO DO REAJUSTE DO PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO

O reajuste de 5,4% no piso dos professores da educação básica representa aumento de R$ 262,86 no salário. Mas, para os prefeitos, os municípios terão dificuldade de encontrar dinheiro no orçamento para pagar essa conta.

Um dos motivos seria o "crescente descompasso" nas responsabilidades municipais. Segundo Gilberto Perre, secretário-executivo da FNP (Frente Nacional dos Prefeitos), essas responsabilidades estão atreladas à execução de políticas públicas.

"As cidades têm sido cada vez mais demandadas a atuar em áreas essenciais como educação, saúde, segurança, sem que haja, na mesma proporção, o fortalecimento das fontes de financiamento", afirma.

Desde o anúncio da medida provisória do piso, os prefeitos criticam o aumento de 5,4% para 2026. Pelo cálculo utilizado até então, o reajuste aos professores seria de 0,37%. O indicador, no entanto, era alvo de críticas devido à mudança no Fundeb, principal instrumento de financiamento da educação, em 2020.

Perre afirma ainda que 54% da despesa dos municípios é para saúde, educação e assistência social. Ele cita dados de um estudo publicado pela frente dos prefeitos. Para o secretário, a porcentagem do orçamento para essas áreas "reduz significativamente a margem fiscal para absorver novos encargos ou recompor despesas obrigatórias, como o piso"

Reportagem completa e na íntegra em https://educacao.uol.com.br/noticias/2026/02/23/por-que-prefeituras-nao-conseguem-pagar-aumento-professor.htm?cmpid=copiaecola

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