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| João Campos, Edinho Silva e Carlos Lupi |
É perceptível e palpável o que
o prefeito do Recife e pré-candidato a governador de Pernambuco, João Campos
(PSB), conseguiu articular na reta final da janela partidária e que antecede o
lançamento oficial de sua pré-candidatura ao governo do estado, que ocorre
nesta sexta-feira (20) em Recife.
Em uma única tacada, João
montou a melhor chapa de senadores possível, tirou Lula do palanque de Raquel
Lyra (PSD), desestabilizou o melhor postulante da governadora ao Senado e
entregou um pré-candidato com denúncias atuais de corrupção em uma investigação
conduzida pela Polícia Federal.
Melhor chapa possível ao
Senado, pois a líder nas pesquisas de intenção de voto, Marília Arraes (PDT),
teve seu nome ratificado como pré-candidata ao Senado na chapa do PSB, que
contará também com a candidatura de Humberto Costa (PT), que tentará a reeleição.
Tirou Lula do palanque de
Raquel, pois, com a oficialização de Humberto na chapa de senadores e o
afastamento de Silvio Costa Filho da governadora, João monta uma chapa
majoritária 100% lulista em Pernambuco e destrói a narrativa de palanque duplo
para Lula no estado, como sonhava a mandatária pernambucana.
Desestabilizou o melhor nome
que Raquel tinha ao Senado quando foi confirmada uma conversa de Eduardo da
Fonte (PP) com João Campos para compor uma das vagas ao Senado. A história caiu
como uma bomba no estado e na própria conjuntura de forças políticas de Dudu da
Fonte. Raquel, por sua vez, foi a Raquel que todos conhecem: em um ato
precipitado, tratou de exonerar aliados do pepista de pastas importantes no
governo.
Entregou Miguel Coelho (UB) a
Raquel como um pré-candidato a senador investigado pela PF em esquemas de
corrupção, onde passará boa parte de sua jornada tendo que se explicar perante
o eleitorado de Pernambuco. A própria Raquel ainda não cravou, de forma oficial
ou extraoficial, que Miguel será um dos seus candidatos ao Senado.
O fato é que João acertou, e
muito, na chapa com Marília e Humberto ao Senado, o irmão de Silvio Costa Filho
como vice, conseguindo praticamente inviabilizar a candidatura de Eduardo da
Fonte ao Senado e entregando Miguel Coelho (que é, sim, um bom candidato) tendo
que ficar se explicando ao povo pernambucano o tempo todo.

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