O prefeito do Recife e provável candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), pode ter cometido um erro estratégico grave na condução do seu projeto político, num movimento que já lhe cobra custos no cenário estadual e que pode complicar ainda mais sua caminhada eleitoral.
Mesmo sem acesso direto a
conversas internas ou declarações formais, o fato é que, a presença de vários
postulantes ao Senado em seu campo político levanta questionamentos:
Teria João Campos cometido um
equívoco ao permitir que diferentes nomes de peso da política pernambucana se
colocassem, simultaneamente, como pré-candidatos à vaga de senador?
Teria o prefeito do Recife
alimentando, ainda que indiretamente, expectativas que talvez não pudesse
atender no momento decisivo da montagem da chapa?
Nomes como Marília Arraes
(PDT), candidata ao Governo de Pernambuco em 2022 e detentora de expressiva
aceitação popular, Miguel Coelho (União Brasil), ex-prefeito de Petrolina e
também candidato ao governo no último pleito estadual e Silvio Costa Filho
(Republicanos), deputado federal licenciado e atual ministro do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, percorreram o estado ao lado de João Campos, sendo
frequentemente apresentados ou percebidos como possíveis candidatos ao Senado.
Diante desse cenário, surge a
pergunta inevitável: ao permitir que vários nomes competitivos ocupassem
simultaneamente o espaço de pré-candidatos, João Campos fortaleceu seu grupo
político ou acabou contribuindo para inflar e fortalecer o campo adversário?
E mais, ao final da montagem
da chapa majoritária, quantos desses aliados aceitarão recuar sem que isso gere
desgaste político?
O fato é que João Campos
gestou os possíveis candidatos ao senado da sua adversária e maior desafio
político de sua carreira, a governadora Raquel Lyra (PSD), que fez como time
grande e cresceu na reta final do campeonato e poderá uma chapa majoritária
muito forte com a ajuda de João Campos.
Continua...
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