Ad Code

Responsive Advertisement

CONFIRA A ANÁLISE FEITA PELO BLOG DO WELLINGTON FREITAS A RESPEITO DAS PRIMEIRAS PESQUISAS DIVULGADAS EM ABRIL SOBRE A DISPUTA ENTRE JOÃO E RAQUEL

A divulgação simultânea de pesquisas eleitorais em Pernambuco, com resultados aparentemente contraditórios, deixa claro um cenário político em movimento e longe de uma consolidação.

De um lado, o levantamento do Real Time Big Data, que realiza pesquisas encomendadas pela Record e pela CNN, que aponta uma vantagem expressiva de João Campos (PSB), com possibilidade de vitória em primeiro turno. De outro, a pesquisa do Instituto Simplex, contratada pela rede CBN, apresenta um quadro de empate técnico, com leve vantagem para a governadora Raquel Lyra (PSD).

O primeiro ponto que chama atenção é a discrepância entre os cenários estimulados das duas pesquisas. 

O Real Time Big Data projeta João Campos com 50% contra 33% de Raquel Lyra. Uma diferença de 17 pontos percentuais. Já o Instituto Simplex mostra um empate praticamente absoluto: 42,6% a 42,3%, dentro da margem de erro. Essa divergência não é incomum em pré-campanhas, mas exige leitura cuidadosa.

Há diferenças metodológicas bastante relevantes empregadas pelos institutos que costumam influenciar o perfil da amostra. Enquanto o Real Time ouviu 1.600 eleitores presenciais em dois dias, o Simplex entrevistou 1.067 pessoas ao longo de cinco dias, por telefone, em 139 municípios.

Outro dado importante está no cenário espontâneo. No Real Time, quase metade dos entrevistados (48%) não soube responder em quem votaria. Já no Simplex, esse número cai para 32,7%. Essa diferença sugere que o eleitorado figura com um elevado nível de indefinição.

João Campos apresenta força entre jovens e eleitores de menor renda, além de desempenho destacado entre mulheres.

Raquel Lyra, por sua vez, cresce entre homens e nas faixas de maior renda, chegando a empatar com o adversário entre eleitores que recebem mais de cinco salários mínimos.

Esse recorte indica uma divisão sociológica do voto que pode se intensificar ao longo da campanha, especialmente se o debate migrar para temas econômicos e administrativos.

Em termos políticos, isso indica que a eleição para o Governo de Pernambuco ainda está em fase aberta, com espaço para reconfiguração de alianças, consolidação de candidaturas e influência direta da campanha propriamente dita.

Mais do que fotografias definitivas, as pesquisas atuais funcionam como sinais de tendência e, sobretudo, de disputa real.

OBS: excluímos da análise a pesquisa do instituto Veritá por ter apresentado alto índice de questionamentos na mídia especializada.

Postar um comentário

0 Comentários