SALOÁ: JÚNIOR DE RIVALDO DÁ O
START NA CAMPANHA DE 2026 COM PRESENÇA MACIÇA DE FUNCIONÁRIOS EM ATO POLÍTICO
No último sábado (22), o
prefeito de Saloá, Júnior de Rivaldo (PP), deu o pontapé inicial na mobilização
política para as eleições de 2026 no município. O encontro foi realizado no
povoado de São Serafim, local de origem da família do gestor, e reuniu um
número expressivo de funcionários da Prefeitura.
Há mais de dez anos sem realizar concurso público, a Prefeitura mantém um elevado número de servidores. Esse contingente, segundo dados apresenta crescimento nos anos eleitorais. Com apenas 231 servidores efetivos neste ano de 2026, o município registra 891 funcionários sem concurso público. Para dimensionar o quadro, em 2024 a Prefeitura contava com 1.206 servidores, dos quais apenas 233 ocupavam cargos efetivos preenchidos. O Ministério Público já foi acionado, mas até o momento não apresentou uma resposta.
Os servidores contratados exercem papel relevante no funcionamento da administração pública, contribuindo diariamente para a manutenção e a prestação de serviços essenciais à população, muitas vezes sob condições de trabalho marcadas pela instabilidade e pela ausência das garantias asseguradas aos servidores efetivos.; para grande parte desses profissionais, entretanto, o vínculo temporário representa também a oportunidade de ingressar no serviço público e alimentar o legítimo sonho de conquistar, por meio de concurso público, uma carreira efetiva, com estabilidade e os direitos previstos na legislação, como progressão funcional, férias, décimo terceiro salário, aposentadoria e demais garantias inerentes ao cargo.
O evento foi celebrado nas redes sociais por apoiadores do grupo político “Saloá com Liberdade”, que intensificaram as publicações e a divulgação da mobilização em diferentes plataformas digitais.
SEM SINTONIA TOTAL – É
inegável a estrutura política e administrativa que o gestor municipal possui
para as eleições deste ano. Além de prefeito de Saloá, Júnior de Rivaldo
preside a Codeam, consórcio que reúne prefeitos da região, e é apontado como
possível coordenador da campanha da governadora Raquel Lyra (PSD) no Agreste.
Mesmo concentrando uma ampla
estrutura política, o prefeito acompanha de perto os movimentos do vereador
Jamelão (MDB) e do ex-vereador Paulo da Água (MDB), que embora integrem a base
política do governo municipal, ambos mantêm apoio próprio a candidaturas para a
Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa. Nesse cenário, aparecem
Fernando Monteiro (PSD), como candidato a deputado federal, e Jarbinhas (PSD), como
candidato a deputado estadual.
Outro caso é o do vereador Zé
Cabeleireiro (Republicanos), que mantém espaço político junto ao governo
municipal e apoia o deputado estadual William Brígido (PSD), seguindo,
entretanto, a orientação do gestor municipal para os demais cargos em disputa.
SEM DEFINIÇÃO –
Eleita na chapa governista, a vereadora Ana de Manezinho (Ana Alves), eleita
pelo PSDB e considerada uma das mulheres de maior destaque na história política
do município, ainda não anunciou quais candidatos apoiará nas eleições de 2026.
Até o momento, Ana Alves
mantém uma postura independente em relação às candidaturas majoritárias e
proporcionais que começam a se consolidar no cenário político de Saloá.
POSSÍVEL USO DA MÁQUINA
PÚBLICA EM FAVOR DE CANDIDATOS – A utilização de estruturas
públicas durante o período eleitoral exige atenção especial e respeito às
regras estabelecidas pela legislação eleitoral. Em Saloá, chama a atenção a
utilização de um carro de som que presta serviços ao município e que, segundo
relatos e registros divulgados, também teria sido utilizado em atividades de
natureza político-eleitoral.
O município publicou, em seu
portal oficial, procedimento de contratação para a prestação de serviços de
sonorização e indicou a empresa responsável pelo serviço. No entanto, a
eventual utilização do mesmo veículo empregado em atividades da Prefeitura para
divulgação de campanhas políticas pode levantar questionamentos quanto à
eventual utilização de bem ou serviço público em benefício de candidaturas.
Caso comprovada, a prática
poderá ser analisada pelas autoridades competentes à luz da legislação
eleitoral, especialmente das normas que disciplinam a utilização da estrutura
administrativa e de bens públicos durante o período eleitoral.
PERGUNTAR NÃO OFENDE.
Quando a Prefeitura vai pagar
o que os professores ganharam na Justiça?
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