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Pé-de-Meia Universitário: proposta prevê pagamentos mensais de R$ 700 e poupança de até R$ 10 mil ao fim do curso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, na última quarta-feira, 13 de outubro de 2026, uma proposta para ampliar o programa Pé-de-Meia aos estudantes do ensino superior, caso seja reeleito. A iniciativa pretende oferecer apoio financeiro a universitários de baixa renda, com o objetivo de contribuir para a permanência nos cursos e reduzir as dificuldades econômicas que podem comprometer a formação acadêmica. O anúncio foi feito em vídeo divulgado nas redes sociais e noticiado pela Agência Brasil.

O Pé-de-meia já existente para estudantes do ensino médio público. A versão universitária foi apresentada como uma medida para um eventual próximo mandato, com previsão de implementação a partir de 2027, conforme informações divulgadas pela imprensa.

Pelos valores anunciados, os estudantes contemplados irão receber R$ 700 mensais durante dez meses de cada ano, além de um depósito anual de R$ 2.500 em uma poupança vinculada ao programa.

Ao longo de quatro anos – ou cinco anos a depender do curso -, os pagamentos mensais somariam R$ 28 mil, enquanto os depósitos anuais totalizariam R$ 10 mil. Assim, considerando quatro anos completos de benefício, o apoio financeiro chegaria a R$ 38 mil por estudante, dos quais R$ 10 mil corresponderiam à poupança anunciada para o final da graduação.

Lula afirmou que esse valor poderia ajudar o recém-formado a iniciar sua trajetória profissional.

A proposta prevê atender, inicialmente, estudantes de universidades públicas federais, estaduais e municipais, além de bolsistas do Programa Universidade para Todos (Prouni), desde que atendam aos critérios socioeconômicos anunciados.

Entre as condições divulgadas estão a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e a renda familiar mensal de até meio salário mínimo por pessoa. A implementação seria gradual, com estimativa inicial de aproximadamente 485 mil beneficiários.

Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, a previsão de custo inicial é de R$ 4,6 bilhões anuais, com financiamento previsto a partir de recursos do Fundo Social do pré-sal e de verbas destinadas à assistência estudantil. Entretanto, os critérios definitivos de seleção, a documentação exigida, os procedimentos de inscrição e as regras para manutenção do benefício ainda dependem de regulamentação. Fonte: Folha de S.Paulo.

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