A medida provisória assinada
pelo presidente Lula (PT) que reajusta o piso nacional dos professores em 5,84%
passando o salário da categoria de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 não está sendo
bem digerida por prefeitos de vários municípios. Pelo menos é o que deixa claro
da CNM e FNP.
A reportagem divulgada pelo
portal UOL e assinada pela jornalista Ana Paula Bimbati, desta sexta-feira
(30), da conta de que dirigentes da Confederação Nacional dos Municípios (CNM)
e da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) não participaram das negociações com o
governo federal.
"Nós concordamos
que 0,37% é pouco, mas aplicar um novo índice e sem dialogar com os municípios
não cabe. Faltou sensibilidade do governo, porque temos uma diversidade de
realidades no Brasil", afirmou Pedro Almeida (PSD),
prefeito de Passo Fundo e presidente da comissão de educação da FNP (Frente
Nacional dos Prefeitos).
De acordo com a reportagem o governo
anunciou a MP após a repercussão negativa do aumento de R$ 18. As conversas do
MEC (Ministério da Educação) sobre o tema envolveram a Undime, que representa
os dirigentes municipais, o Consed, que reúne os secretários estaduais de
educação, e a CNTE, confederação dos trabalhadores de educação. Ficaram de fora
a FNP e a CNM (Confederação Nacional dos Municípios). "A gente foi pego de
surpresa", disse o prefeito.
Historicamente lesados por
vários prefeitos municipais quando o assunto é o pagamento do piso, fica
evidente a má vontade dos gestores em ver a categoria valorizada
financeiramente e alegam as mais diversas dificuldades.
Reportagem completa em: Com
aumento dado por Lula, mais cidades devem descumprir piso de professor.
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