Com informações do
G1.
No dia seguinte ao anúncio da
tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, confirmado pelos Estados Unidos,
assessores presidenciais classificaram, nesta terça-feira (16), o tarifaço
norte-americano como “ideológico” e “político” e uma tentativa equivocada de
ajudar Flávio Bolsonaro (PL).
Integrantes do governo também
rebatem as declarações de que o Brasil não negociou as tarifas. Entendem ainda
que a decisão já estava tomada desde o ano passado, quando o presidente Donald
Trump publicou uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT).
O anúncio aconteceu no último
dia de prazo dado pelo governo americano para que os dois países chegassem a um
consenso nas negociações. Em resposta, o Brasil chamou a decisão de lastimável
e afirmou que iniciará “imediatamente” os trâmites para acionar os instrumentos
previstos da Lei de Reciprocidade.
Na avaliação da equipe
presidencial, o governo Trump agiu de má-fé e está criando “fake news”, de que
o Brasil não negociou tarifas, para fazer um discurso alinhado com o do
pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro. O filho do ex-presidente da República já
deu declarações, após o anúncio das tarifas, que Lula não quis negociar e
trabalhou contra os interesses do Brasil.
O entendimento da diplomacia
brasileira é que, diante de um cenário em que a Suprema Corte americana impôs
limite à imposição de tarifas por meio de anúncios, a Casa Branca se movimentou
para encontrar um instrumento juridicamente legal que permitisse a imposição de
tarifas (Seção 301), ainda que com argumentos considerados injustos e sem base
técnica pelo Brasil.
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