Faltando cerca de três semanas
para a abertura da janela partidária, que ficará disponível entre 06 de março e
05 de abril, promete mexer bastante na formação das chapas da governadora
Raquel Lyra (PSD) e do prefeito do Recife João Campos (PSB), que se enfrentarão
em 06 de outubro próximo.
Está cercada de muito mistério
e especulações a definição das chapas que comporão os palanques de João e
Raquel. Vários são os pretensos candidatos. Alguns possuem viabilidade política
e eleitoral. Outros apenas “querem ser”. Mas poucos oferecem algo de novo e
positivo para as chapas de seus respectivos candidatos a governador(a).
Nomes como o do senador
Humberto Costa (PT), Eduardo da Fonte (PP), Marília Arraes (Solidariedade),
Miguel Coelho (União), Silvio Costa (Republicanos), Armando Monteiro (Podemos)
e do também senador Fernando Dueire (MDB) estão à disposição dos palanques de
João e Raquel.
Apenas, Humberto, Dudu da
Fonte, Miguel e Marília possuem capacidade de alterar os rumos da política
pernambucana nesse momento, pois possuem influências e capilaridade política de
oferecem ativos políticos para as chapas dos governadores.
Humberto Costa do PT tem
uma militância política consolidada e seu principal ativo político é o apoio
incondicional do presidente Lula. Humberto é prioridade para o PT nacional,
estadual e para o presidente Lula, que deseja um senado mais inclinado à
esquerda a partir de 2027. Sua presença em qualquer uma das chapas é a garantia
que Lula estará naquele palanque. Hoje a aposta é que estará com João Campos.
Marília Arraes é a pré-candidatura
ao senado mais forte, quando o assunto é aceitação e confiança do eleitor, que
a coloca na liderança em todas as pesquisas de intenção de votos. Seu principal
ativo é uma militância popular em todo o estado de Pernambuco que é fruto de
suas candidaturas a prefeita do Recife em 2020 e a governadora de Pernambuco em
2024. Nos dois pleitos disputados ela chegou ao 2º turno. A força política faz
com que adversários do próprio lado político temam o nome de Marília e a
boicotem. Está com João Campos.
Dudu da Fonte do Progressistas é
disparado o melhor nome que a governadora Raquel tem a seu dispor nesse momento
e sua candidatura é fundamental para a governadora. O principal ativo de Dudu é
um eleitor de centro-direita e um exército de deputados, prefeitos e vereadores
que estão prontos para o seguir a quaisquer dos palanques.
Miguel Coelho do União Brasil é um
político de centro-direita e seu principal capital político é sua concentrada
liderança no sertão pernambucano com poder de desequilibrar positivamente para
o candidato a governador que receber seu apoio. Miguel é bem próximo a João, mas sua candidatura também vem sendo especulada na chapa de Raquel.
Silvio Costa Filho do Republicanos tem grandes chances de ocupar uma das duas vagas disponíveis na chapa de João ou ser o candidato a vice-governador. O Senador Fernando Dueire do MDB pode não ter seu nome referendado para disputar a reeleição e Armando Monteiro do Podemos é pouco provável sua presença na chapa majoritária. Os dois últimos podem ser candidatos deputado federal e Silvio Costa Filho já apresentou seu irmão como candidato a federal.
ANÁLISE
A composição das chapas ao Senado será o fator central para a consolidação dos palanques de João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), com a disputa amparada num jogo de capital político, capilaridade eleitoral e capacidade de transferência de votos.
Humberto Costa, ancorado no lulismo, Marília Arraes, com forte recall popular, Dudu da Fonte, com musculatura municipalista, e Miguel Coelho, com hegemonia no Sertão, são os melhores e mais fortes nomes para o senado em ambas as chapas e possuem potencial real de alterar o equilíbrio da corrida, enquanto os demais aparecem como coadjuvantes ou peças de composição tática.
Neste momento da política pernambucana, João Campos tem vantagem por concentrar nomes competitivos e com maior apelo eleitoral, ao passo que Raquel depende de articulações pragmáticas para equilibrar forças. Em Pernambuco, a eleição para o Senado funciona como moeda de troca decisiva para alianças e pode redefinir a correlação de poder no estado.





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