O cacique do Partido dos
Trabalhadores, o senador Humberto Costa (PT), cravou em entrevista que o
partido não estará em um projeto político com três candidatos ao Senado. Ao
afirmar que o Partido dos Trabalhadores não participará de uma chapa com três
candidaturas, o senador delimita espaços e envia um recado direto aos
aliados e potenciais concorrentes.
A eleição de 2026 abre duas
vagas para o Senado, mas o número de interessados no campo progressista é
maior, com as pré-candidaturas postas de Silvio Costa Filho (Republicanos), Miguel
Coelho (UB), Marília Arraes (PDT) e do próprio Humberto Costa. A declaração do
senador funciona como um freio antecipado a uma possível fragmentação.
O encontro que reuniu o
prefeito do Recife, João Campos, que é o presidente nacional do PSB, o deputado
federal Carlos Veras, que é presidente estadual do PT, e o presidente nacional
do PT, Edinho Silva, indica que o debate começou dentro da base. Ainda que Humberto
Costa trate a reunião como uma “troca de impressões”, o conteúdo da entrevista
sugere que o partido trabalha com um objetivo definido: eleger um senador
petista.
A posição dialoga diretamente
com as movimentações de Marília Arraes (*PDT), ao sinalizar que pode disputar o
Senado, mesmo fora da chapa liderada por João Campos. A ex-deputada cria um
cenário que preocupa o PT. Uma candidatura paralela de Marília, com perfil
competitivo, poderá dividir o eleitorado progressista de esquerda e se tornar
um risco para Humberto Costa.
A entrevista revela uma
tentativa de moldar o cenário da disputa pelo Senado em Pernambuco. Ao
descartar publicamente uma composição com três candidaturas, Humberto Costa
pressiona aliados a organizar a disputa em torno de apenas dois nomes. Trata-se
de uma estratégia clássica de reduzir a disputa interna antes que ela se
transforme em problema eleitoral.
O recado, portanto, alcança o
PSB de João Campos e figuras como Marília Arraes, onde alguém terá que ceder
espaço. É justamente essa negociação sobre quem fica e quem sai da chapa que
começa a se desenhar nos bastidores.
Mesmo com maiores
possibilidades de seguir o projeto do PSB no estado, uma vez que PSB e PT
possuem alianças em dezenas de estados e integram o campo da esquerda
progressista, o senador petista e candidato à reeleição não cravou se seguirá o
projeto de João Campos ou da governadora Raquel Lyra (PSD).
Reportagem original e vídeo da entrevista em: Humberto Costa diz que PT não participará de palanque com com três candidaturas ao Senado – Blog Ponto de Vista
0 Comentários
Comente com responsabilidade, não ofenda nem denigra e identifique-se.